O Rei

o-reiTodo dia o rei acordava, fazia sua ronda diária e ia descansar. Mas ninguém mais levava essa figura a sério, todos riam do rei. Até que os poderes do mal invadiram o reino, devastaram o país e um enigma surgiu, deixando todos atordoados: “Qual é o rei que não morre, que nunca envelhece e é vitalício?”. Depois de muita miséria e devastação, um menino que sempre caçoava do rei resolveu indagá-lo.  E o rei, muito tranquilo, respondeu ao menino, que o rei que não morre, que nunca envelhece e é vitalício é o REInício.

A cidade muda

A cidade mudaAs cidades têm um processo de crescimento tão rápido que de um dia para outro tudo pode mudar. A banca de jornal e a lanchonete podem ser facilmente substituídas por grandes prédios cinza sem janelas. Essa velocidade do tempo é o ponto central da obra A cidade muda, de Eduardo Amos, que ganhou nova capa, projeto gráfico e conceito editorial pela Editora Moderna.
O título traz a história de Juca, um menino que tem a rua onde mora com sua família, como sua rua favorita. Lá, ele conhece todo mundo, desde o carteiro até a moça da padaria. Porém, um dia acorda e muitas coisas estão diferentes. Há edifícios enormes, faixa de pedestres e semáforos. Com isso, ele começa a questionar as pessoas que passaram a circular pela rua sobre o que está acontecendo, mas todos parecem hipnotizados pelas pequenas telas que carregam nas mãos.
Já cansado e muito triste, o garoto passa a achar que está sozinho, que não há mais vida naquele lugar e que as pessoas não conseguem perceber que tudo está desaparecendo. Então, resolve subir no telhado de sua casa e gritar para saber se ainda existe alguém ouvindo. O que ele não esperava era que teria uma resposta de volta e que ela viria do meio dos prédios em forma de um arco-íris.
Com ilustrações de Ana Terra, a obra de Eduardo Amos incentiva as crianças a usarem sua imaginação e a procurarem de quem é a voz de arco-íris que está escondida no meio da cidade cinzenta. Além disso, o autor busca brincar com a ambiguidade da palavra “muda”, ao descrever as transformações implicadas pela urbanização e, ao mesmo tempo, retratar a mudez causada pela correria do dia-a-dia que faz com que as pessoas percam o contato mais direto com o outro preferindo se manter em silêncio.

Bicho que te quero livre

Bicho que te quero livreNO ZOOLÓGICO É PROIBIDO dar pipoca à foca, caco ao macaco, garrafa à girafa, pão ao leão, diário ao dromedário…

Num original desfile zoológico, o espantalho se espanta, a cobra cobra, a vaca esconde o leite, o beija-flor é beijado e a minhoca se torce de rir. O peixe quer namorar as garotinhas e, para fazer sua casa, o joão-de-barro põe anúncio no jornal. Tem até um sapo meio poeta e uma borboleta que bebe quentão.
Nesta divertida coletânea de poesias sobre bichos, Elias José brinca com a linguagem e cria poemas originais a partir de brincadeiras da tradição oral ou brincando com provérbios, com frases feitas ou mesmo com o nome dos bichos. Mostrando um olhar muito sensível para com a maneira de ser dos animais, aproxima-os de características humanas, por meio de um humor leve e bastante adequado ao público infantil.

Histórias tecidas em seda

Histórias tecidas em sedaCom uma impressionante delicadeza, Lúcia Hiratsuka traduz em texto e imagem contos japoneses que povoaram sua infância. As histórias, portadoras de valores preciosos como o respeito, a perseverança e a confiança nas próprias capacidades, são um importante registro da riqueza da diversidade cultural, também constituinte do Brasil, e permitem ao leitor ampliar seu conhecimento e valorizar a diversidade e as tradições de outra parte do mundo.

Não falta nada

Não falta nadaO mundo é realmente tão perigoso quanto meus pais parecem mostrar? Ou posso me aventurar por ele e ainda assim continuar sendo amado pela minha família? São questões como essas que a psicanalista e escritora Tatiana Filinto traz à tona, de forma breve e divertida, neste álbum ilustrado pelo artista plástico Visca.
O personagem do livro cresce cercado de cuidados dos pais que, muitas vezes, acreditam proteger os filhos dos “perigos” que o mundo tem, mas acabam por atropelar tempos, iniciativas e descobertas por parte das crianças. Mais um texto com vontade de inspirar a reflexão do leitor, numa rica oportunidade de leitura compartilhada entre pais e filhos, crianças e educadores.