O Urso com Música na Barriga

O Urso com Música na Barriga
A importância das relações afetivas e o desafio de expressar os próprios sentimentos são os principais temas de O Urso com Música na Barriga. O livro conta a história de uma família de ursos que mora no Bosque Perdido, um lugar onde a bicharada faz a festa: o Tucano-Narigão declama versos, o Macaco-Patusco vende frutas no mercadinho, a Vaca-Amarela fornece leite para a freguesia e o Jacaré-Deixa-Estar tenta engolir a lua refletida na Lagoa Espelho.
A vida era calma na família do Urso-Pardo, marido da Ursa-Ruiva e pai do Urso-Maluco. Até que uma ideia de Dona Ursa-Ruiva muda toda a história: ela decide encomendar à Cegonha uma irmãzinha para o Urso-Maluco.  Todo animado, o ursinho escreve uma carta à Cegonha pedindo não uma irmãzinha, mas um irmãozinho – e com música na barriga!
O pedido do Urso-Maluco é atendido e começam as aventuras de um bicho diferente. O Dr. Cavalo quer operá-lo, mas Pai-Urso e a Mãe-Ursa não deixam. O Urso-com-Música-na-Barriga precisa descobrir como fazer com que entendam a sua linguagem. Ele vai crescendo até o dia em que é confundido com um urso de brinquedo e vai parar na casa de um menino muito rico, onde corre sérios riscos de vida. Eva Furnari, um dos grandes nomes do livro infantil brasileiro, assina as ilustrações. O autor Erico Verissimo começou a escrever livros infantis na década de 1930, mesma época em que estreava na literatura adulta. As histórias infantis do autor são marcadas por um estilo ágil, construído com frases curtas e bem-humoradas. Como era comum na época, as narrativas procuram divertir o leitor, mas também instruir e apresentar modelos de comportamento.

Escrito por Erico Verissimo – Ilustrado por Eva Furnari – Editora Companhia das Letrinhas.

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Multimundo

Aborígenes e marinheiros. Judeus e africanos. De um lado e do outro do espelho. Mamando ou comendo sucrilhos. Vestindo um traje elizabetano, com pompa e peruca, ou usando roupa de banho, lacinho e barba branca. No mundo, tem muita gente diferente. Mas, no fundo no fundo, todo mundo é um pouco igual.
É para mostrar isso que Multimundo dá uma voltinha pelo planeta. Flagra aqueles que vivem descalços à beira da praia, espreitando o que vem do mar. E também os que ficam surpresos diante do aquário, com o que veem do outro lado do vidro. Há os que moram numa casa no alto da árvore, e os que habitam o iglu, lado a lado com as focas. Os que sonham que voam — e os que empinam a pipa.
Representando tanta gente diferente, numa mesma viagem, este livro mostra que todos eles, juntos, contemplam o ambiente à sua volta, sofrem e se alegram. Contam estrelas, animam nuvens, têm ideias. Sujam o corpo, riem, tomam chuva, inventam aventuras. São todos diferentes, mas também parecidos. Compartilham as mesmas sensações. O mesmo mundo — contraditório e belo.
Com desenhos cheios de simpatia e uma narrativa deliciosamente sedutora, Multimundo tece um elogio às diferenças e à condição humana, universal. Com isso, constrói um convite precioso à reflexão, num momento histórico muito oportuno. Numa época — a nossa — em que se acirram o preconceito, a xenofobia e o ódio de vários tipos, convidar as pessoas a pensar as diferenças, a empatia e a solidariedade é um ato precioso. Algo que a literatura faz como ninguém.

Escrito por Gabriel Geluda, ilustrado por Pitucardi – Editora Zit

O Palhaço de Deus

capa
No princípio ele era mudo. Sim, mudo. Mas seus olhos, suas mãos, seus pés não ficavam em silêncio. No princípio ele era muitos, apesar de sempre sozinho de tudo. No princípio ele era triste, mesmo quando parecia engraçado. Até que um dia, no escuro, ele desandou a dar cambalhotas e, depois de tantas voltas e viravoltas, foi compreendido. Passou então a ser o palhaço de Deus. E o silêncio se fez palavras. Neste livro, o premiado escritor Luiz Raul Machado cria um texto lúdico, poético e instigante, capaz de despertar em todos nós o olhar atento às coisas mais belas, simples e profundas da nossa existência. E conseguimos ver que a pedra no meio do caminho pode nos trazer vida e esperança. A poesia de Luiz Raul Machado, sob influência de seus mestres Charles Chaplin e Carlos Drummond de Andrade, ganha neste ‘O palhaço de Deus’ as imagens inspiradoras e também poéticas do ilustrador e artista plástico Salmo Dansa.
DSC03912Escrito por Luiz Raul Machado, ilustrado por Salmo Dansa – Editora Nova Fronteira.

Abaixo das canelas

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Sabe aqueles costumes, hábitos ou regras que existem em uma determinada localidade, mas não sabemos o por quê, e ninguém na verdade sabe explicar?
Pois, lá na Poscovônia as pessoas podiam andar peladas. É isso mesmo, peladas. Podiam mostrar tudo, mas havia uma parte do corpo que elas preferiam esconder. Eram os pés.
Ninguém sabia explicar, mas elas se envergonhavam terrivelmente daquela parte que ficava abaixo das canelas.
Um dia, porém aconteceu algo que mudou a história. Algo pouco elegante, que não cheirava muito bem, uma chulezite aguda altamente contagiosa que apesar de não ser fatal, era constrangedora e causava uma terrível desordem social. Enquanto a população não encontrava uma solução, resolveram deixar o Professor de Filosofia Fausto como encarregado de divulgar a campanha higiênica, onde era preciso insistir para que as crianças tomassem mais de um banho por dia, ou pelo menos lavassem muito bem aquelas partes. Mas o questionamento de um aluno no primeiro dia de campanha leva o professor a uma busca pelas razões que fundamentam esse antigo e infundado hábito da população de Poscovônia, afinal, tem regra que caduca, que a gente esquece de conferir o prazo de validade vencido e continua usando.

Escrito e ilustrado por Eva Furnari – Editora Moderna

Buriti Grande

Buriti GrandeUm dia, por sorte,
sem saber, sem esperar,
conheci um lugar muito especial
e guardei no meu armarinho da memória,
bem guardadinho, pedaços de felicidades.
Assim nasceu uma hitória, tão singela, de um Buriti,
Buriti Grande.

Marismar Borém e Lelis de forma bela e singela fazem uma reverência à infância, aquela sem eletrônicos, de pé no chão, livre, na casa dos avós, na natureza, aonde o menos é mais. Uma história nostálgica ideal para mostrar as crianças de hoje como a vida pode ser simples e ricamente feliz sem muitos aparatos, que é possível se divertir usufruindo do espaço que temos, da companhia de nossos familiares e amigos e refletir sobre quais valores estamos transmitindo às nossas crianças.

Escrito por Marismar Borém – Ilustrações de Lelis – Editora Aletria