Um outro país para Azzi

De forma leve e delicada este livro nos permite abordar um tema atual, através da história de Azzi e sua família que correm perigo, pois o país em que vivem está em guerra. Em busca de um novo lugar para viver, acabam por deixar tudo para trás. Porém está família nunca perdeu a esperança de serem acolhidos em um novo lar. Ao chegarem, enfrentam diversos obstáculos, para começar; nova cultura, outros costumes, novo idioma, uma nova escola e novos amigos. Um livro maravilhoso indicado para todas as idades, que fala sobre mudança, adaptação, inclusão e superação.
Escrito e ilustrado por Sarah Garland, editora Pulo do Gato.

Nas Águas do Rio Negro

O rio Negro é um grande espelho. Suas águas refletem as árvores das margens e as nuvens do céu. Muito largo, ele contém os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo; também comprido, nasce na Venezuela, entra no Brasil e corta a Floresta Amazônica por mais de mil quilômetros. Drauzio Varella já viajou por esse importante rio brasileiro inúmeras vezes, no barco Escola da natureza, colhendo plantas da região que pudessem ser transformadas em medicamentos.
Neste livro, o autor mergulha no terreno da fantasia e do folclore da região e relata o que aconteceu certo dia em que, em uma de suas viagens, adormeceu sozinho numa rede do convés do barco, entretido com as estrelas e a lua cheia… A partir daí vive aventuras mais que surpreendentes ao lado de seres míticos do folclore brasileiro, como o curupira, a mula sem cabeça e o boto cor-de-rosa.

Com a pulga atrás da orelha


Em Com a pulga atrás da orelha, Christiane Gribel brinca com o sentido denotativo e conotativo das palavras, selecionando expressões do dia-a-dia (como a do título, por exemplo) e explicando-as aos leitores. Para isso, a autora, em perfeita afinidade com o linguajar das crianças, utiliza uma linguagem informal, mas rica, recheada de ironias, exageros e jogos de palavras, o que torna o texto muito divertido. Divertidíssimas também são as ilustrações que, além de ajudar a esclarecer o texto, dão margem a outras leituras. Ivan Zigg introduz cada uma das expressões referindo-se ao seu sentido denotativo, isto é, traduzindo-as literalmente. Na página seguinte, junto ao texto explicativo, vem a ilustração de uma cena sobre a qual se poderia utilizar a expressão, desta vez no seu sentido figurado. O bom humor permeia a obra toda: estende-se à autobiografia dos autores, que brincam com as palavras do título, sem falar na divertida orelha do livro, em que encontramos a figura da pulguinha (a pulga literalmente atrás da orelha…).

As coisas que a gente fala


As palavras podem nos parecer duras, suaves, feias, bonitas, tristes, alegres. Podem ser usadas para coisas boas, mas para as más também. Expressam tanto verdades, quanto mentiras. Portanto devem ser bem dimensionadas antes de serem ditas. Gabriela não podia nem imaginar o estrago que algumas palavrinhas poderiam causar.
Ruth Rocha coloca em versos a mais importante questão da comunicação verbal: o poder das palavras, o que podemos construir e desconstruir por meio delas. De maneira clara, delicada e divertida, a autora apresenta uma história com a qual as crianças irão facilmente se identificar, por ser bastante comum no universo infantil: Gabriela quebra um vaso muito querido de sua mãe e coloca a culpa em Filisteu, o menino que mora na casa ao lado. Isso causa uma tremenda confusão e a menina logo percebe as consequências do que fez. Aflita e arrependida, a menina Gabriela cria coragem para desfazer a confusão, contando toda a verdade sobre o que aconteceu. Nessa aventura, Gabriela aprende que, depois que dizemos coisas, as palavras, sejam mentiras, verdades ou mal-entendidos, se espalham rapidamente. Assim, perdendo o controle sobre o que elas podem causar, torna-se uma tarefa difícil colocar as palavras nos lugares certos. O melhor a fazer é cuidar das coisas que a gente fala.

Olha a onda!

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Numa bela manhã de sol, Cara quer ir à praia surfar com seu amigo Bro, mas, para seu espanto, Bro está tão entretido com um livro que prefere terminar a leitura primeiro. Cara trata a leitura como algo chato e entediante. Porém, durante o caminho, o entusiasmo e o envolvimento de Bro com o livro instigam Cara a ponto de ele querer ler também.
Bro está lendo um livro muito famoso e o autor e ilustrador deixam pistas para a descoberta desse clássico. Um excelente livro onde, ficção e realidade se misturam perfeitamente, numa divertida homenagem ao prazer da leitura e à imaginação.
Que livro será que Bro está lendo?