A grande fábrica de palavras

b714004d88c12ba404485ce3e34305f2(1)Já imaginou morar em um lugar onde as pessoas não falam? Onde para falar é preciso comprar as palavras, engoli-las e só então poder pronunciar? Esse lugar existe! É o país da grande fábrica de palavras. Nesse país falar custa muito caro, existem palavras mais caras que outras, existem palavras que só as pessoas ricas falam e quem não tem dinheiro às vezes cata palavras no lixo, às vezes é possível encontrar palavras ao vento e caçá-las com redes de pegar borboletas. E então assim começa essa linda história, caçando borboletas, OPS! Caçando Palavras! E nos conta sobre Philéas um menino apaixonado que não tem condições de comprar as palavras que deseja para abrir seu coração à doce Cybelle.
Um livro extremamente lindo, delicado, inspirador, com as belas ilustrações de Valeria Docampo.

Escrito por Agnès de Lestrade, editora Aletria

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Quando você não está aqui

A16zqSBxdaLQuando a irmã não está, seu mundo parece repleto de possibilidades: ele se torna o rei da casa! A cama, os brinquedos, os amigos, a televisão, tudo é só dele. Não é preciso dividir nada com ninguém. Mas, por mais estranho que pareça de repente todas essas vantagens deixam de ser tão interessantes quando surge um sentimento e a pergunta inesperada: com quem eu vou brincar quando você não está aqui? Com quem vou compartilhar meu mundo?

Esse livro reforça a ideia de que ninguém é feliz sozinho, de forma sensível e simples a narrativa nos mostra a liberdade descoberta pelo personagem, onde por um determinado momento tudo pode ser dele, e ao mesmo tempo um sentimento contraditório o faz refletir, afinal, com quem ele irá dividir suas conquistas?

Escrito e ilustrado por María Hergueta, editora Pulo do Gato

O Duende da Ponte

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O Duende da Ponte é uma divertida história, que despertará o gosto de propor e criar novas charadas, além de trazer à tona discussões sobre poder, esperteza, soluções criativas para situações-problema, além de permitir o estudo de como se constrói o pensamento na criança.
Para chegar à escola, Teo precisa atravessar uma ponte. Porém, embaixo da ponte mora um duende medonho e terrível, que cobra pedágio de quem quiser atravessá-la. Como Teo não tem dinheiro e precisa ir à escola, propõe ao duende um jogo de adivinhas e charadas. Se ganhar, terá o direito de atravessar a ponte sem pagar. Será que Teo conseguirá chegar à escola todos os dias?
Escrito por Patricia Rae Wolff – Ilustrado por Kimberly Bulcken Root – Editora Brinque-Book

O Urso com Música na Barriga

O Urso com Música na Barriga
A importância das relações afetivas e o desafio de expressar os próprios sentimentos são os principais temas de O Urso com Música na Barriga. O livro conta a história de uma família de ursos que mora no Bosque Perdido, um lugar onde a bicharada faz a festa: o Tucano-Narigão declama versos, o Macaco-Patusco vende frutas no mercadinho, a Vaca-Amarela fornece leite para a freguesia e o Jacaré-Deixa-Estar tenta engolir a lua refletida na Lagoa Espelho.
A vida era calma na família do Urso-Pardo, marido da Ursa-Ruiva e pai do Urso-Maluco. Até que uma ideia de Dona Ursa-Ruiva muda toda a história: ela decide encomendar à Cegonha uma irmãzinha para o Urso-Maluco.  Todo animado, o ursinho escreve uma carta à Cegonha pedindo não uma irmãzinha, mas um irmãozinho – e com música na barriga!
O pedido do Urso-Maluco é atendido e começam as aventuras de um bicho diferente. O Dr. Cavalo quer operá-lo, mas Pai-Urso e a Mãe-Ursa não deixam. O Urso-com-Música-na-Barriga precisa descobrir como fazer com que entendam a sua linguagem. Ele vai crescendo até o dia em que é confundido com um urso de brinquedo e vai parar na casa de um menino muito rico, onde corre sérios riscos de vida. Eva Furnari, um dos grandes nomes do livro infantil brasileiro, assina as ilustrações. O autor Erico Verissimo começou a escrever livros infantis na década de 1930, mesma época em que estreava na literatura adulta. As histórias infantis do autor são marcadas por um estilo ágil, construído com frases curtas e bem-humoradas. Como era comum na época, as narrativas procuram divertir o leitor, mas também instruir e apresentar modelos de comportamento.

Escrito por Erico Verissimo – Ilustrado por Eva Furnari – Editora Companhia das Letrinhas.

Multimundo

Aborígenes e marinheiros. Judeus e africanos. De um lado e do outro do espelho. Mamando ou comendo sucrilhos. Vestindo um traje elizabetano, com pompa e peruca, ou usando roupa de banho, lacinho e barba branca. No mundo, tem muita gente diferente. Mas, no fundo no fundo, todo mundo é um pouco igual.
É para mostrar isso que Multimundo dá uma voltinha pelo planeta. Flagra aqueles que vivem descalços à beira da praia, espreitando o que vem do mar. E também os que ficam surpresos diante do aquário, com o que veem do outro lado do vidro. Há os que moram numa casa no alto da árvore, e os que habitam o iglu, lado a lado com as focas. Os que sonham que voam — e os que empinam a pipa.
Representando tanta gente diferente, numa mesma viagem, este livro mostra que todos eles, juntos, contemplam o ambiente à sua volta, sofrem e se alegram. Contam estrelas, animam nuvens, têm ideias. Sujam o corpo, riem, tomam chuva, inventam aventuras. São todos diferentes, mas também parecidos. Compartilham as mesmas sensações. O mesmo mundo — contraditório e belo.
Com desenhos cheios de simpatia e uma narrativa deliciosamente sedutora, Multimundo tece um elogio às diferenças e à condição humana, universal. Com isso, constrói um convite precioso à reflexão, num momento histórico muito oportuno. Numa época — a nossa — em que se acirram o preconceito, a xenofobia e o ódio de vários tipos, convidar as pessoas a pensar as diferenças, a empatia e a solidariedade é um ato precioso. Algo que a literatura faz como ninguém.

Escrito por Gabriel Geluda, ilustrado por Pitucardi – Editora Zit