As coisas que a gente fala


As palavras podem nos parecer duras, suaves, feias, bonitas, tristes, alegres. Podem ser usadas para coisas boas, mas para as más também. Expressam tanto verdades, quanto mentiras. Portanto devem ser bem dimensionadas antes de serem ditas. Gabriela não podia nem imaginar o estrago que algumas palavrinhas poderiam causar.
Ruth Rocha coloca em versos a mais importante questão da comunicação verbal: o poder das palavras, o que podemos construir e desconstruir por meio delas. De maneira clara, delicada e divertida, a autora apresenta uma história com a qual as crianças irão facilmente se identificar, por ser bastante comum no universo infantil: Gabriela quebra um vaso muito querido de sua mãe e coloca a culpa em Filisteu, o menino que mora na casa ao lado. Isso causa uma tremenda confusão e a menina logo percebe as consequências do que fez. Aflita e arrependida, a menina Gabriela cria coragem para desfazer a confusão, contando toda a verdade sobre o que aconteceu. Nessa aventura, Gabriela aprende que, depois que dizemos coisas, as palavras, sejam mentiras, verdades ou mal-entendidos, se espalham rapidamente. Assim, perdendo o controle sobre o que elas podem causar, torna-se uma tarefa difícil colocar as palavras nos lugares certos. O melhor a fazer é cuidar das coisas que a gente fala.

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