Marilu

Marilu achava tudo chato e sem graça: as nuvens bobas, as montanhas cinzas. Andava sempre aborrecida em seu mundo monótono e sem cor, até que, certo dia, viu uma garota carregando uma inacreditável lanterna multicolorida. Decidida a comprar uma igual, foi em busca da loja vermelha que a garota lhe indicara. Lá encontrou os entusiasmados e desafinados Pimpolhos, que a desconcertaram com suas canções. No dia seguinte, ansiosa, finalmente escolheu sua lanterna: a mais colorida de todas. Qual não foi sua surpresa, porém, quando o novo brinquedo começou a ficar cinza… Voltou à loja decidida a protestar, gritar e espernear. Mas os Pimpolhos lhe revelaram que o problema não estava nas coisas, mas em sua maneira de olhar…

Marilu é uma narrativa bem-humorada em que Eva Furnari joga com a simbologia das cores para provocar uma guinada na perspectiva da personagem: não é o mundo que é sem graça, é ela, que, com seu olhar mal-humorado e pessimista, torna as coisas cinzentas e monótonas. Aquilo que motiva sua transformação, porém, não é de modo algum um discurso moralizante: é o humor, a possibilidade de rir dos absurdos da vida, que cativa a menina.

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