O livro que não queria saber de RIMAS

O livro que não queria saber de rimas

Era um livro muito sisudo,
Que implicava com tudo.
Livro muito sério,
Com cara de cemitério.
Não queria saber de poesia,
Só pensava na alta filosofia
E quando ouvia falar em rima
Dizia: cruz-credo, sai de cima!

Pois não é que uma rima simpática
Com a outra rima se juntou?
E lá vão elas pôr em prática
O que cada uma delas bolou!

O livro se fecha em copas.
Foge para França, Bahia e Europas.
Enquanto as rimas choram,
Imploram, depois ignoram.
No que será que vai dar
Esta história destrambelhada,
Estrampalhada, toda bagunçada?

Só sabe de fato o que aconteceu
Quem correu, se mexeu e o livro leu.

Este livro não quer saber de rimas. E nem de poesia! Ele deseja a liberdade – e, ao longo das suas páginas, conta sua história sem se preocupar com regras ou estilos. É assim que o leitor conhece este personagem pra lá de singular e todas as aventuras que ele vive ao lado das rimas, que insistem em aparecer. Ao final do livro, alguns elementos de poética são apresentados aos pequenos, como o verso livre, o ritmo, a métrica e a divisão em estrofes, entre outros.

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