O guardião da BOLA

O guardião-capa p-blogZinho não era dos garotos mais sortudos da turma. Era do tipo que nunca ganhava nada em sorteios e rifas. E, apesar disso, foi ele o escolhido para ficar com a bola de futebol de verdade que a turma toda tinha feito um esforço danado para comprar. Cedo iria descobrir, porém, que a diferença entre sorte e azar não era tão nítida assim. A partir do momento em que leva a bola para casa, sua vida se torna muito mais desassossegada e complexa. Como evitar que seu irmão mais novo encontrasse a bola, brincasse com ela, correndo o risco de furá-la? Como lidar com o fato de que qualquer pequeno atraso seu daquele dia em diante seria motivo de descontentamento para o resto da turma, já que todos precisariam aguardá-lo para começar o jogo? Afinal de contas, a bola era e não era sua.
Essa delicada obra de Lúcia Hiratsuka, inspirada em um episódio real vivido por seu pai quando menino, nos mostra como um acontecimento aparentemente simples pode estar repleto de pequenos dilemas éticos e escolhas um tanto difíceis. Os acontecimentos que nos trazem júbilo muitas vezes acabam por exigir muito de nós, enquanto aquilo que poderia parecer azar pode nos trazer adoráveis surpresas. Seja como for, a autora lembra-nos de que, no decorrer da vida, nos deparamos muito mais com situações ambíguas, agridoces, do que com circunstâncias puramente felizes ou infelizes. É como afirma um ditado bastante conhecido: “Cuidado com o que você pede, pois você pode conseguir”…

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